Você já deve ter ouvido falar da tecnologia blockchain, mas talvez não tenha tido a oportunidade de fazer um paralelo entre ela e a mídia programática. A automação da compra e venda de publicidade no digital está em expansão e, sem dúvida, é um caminho que não tem volta.

No entanto, há desafios a serem enfrentados pelos players do mercado, como a associação de marcas a conteúdos extremistas ou impróprios. No início de 2017, uma série de reportagens do jornal britânico The Times mostrou que anúncios de gigantes como Disney e Mercedes-Benz apareceram em vídeos do YouTube que promoviam discursos de ódio.

Além de sites de má qualidade em que a mensagem pode ser veiculada, também existe o risco de impressões fraudulentas, que ocorrem, por exemplo, quando um robô carrega um mesmo anúncio várias vezes. É por isso que o blockchain abre possibilidades de combate à fraude e de melhoria na transparência do setor de publicidade online.

Acompanhe o post de hoje e veja qual deles é mais relevante para o seu negócio. Boa leitura!

O que é blockchain?

Podemos dizer que o blockchain é uma base de dados mantida e atualizada de maneira independente por cada um dos participantes de uma rede. Entre os seus diferenciais, estão a dificuldade de modificar ou deletar os dados armazenados e a sua distribuição entre os participantes do blockchain. Dessa forma, não existe um controle centralizado e o sistema continua a funcionar sem perder nenhuma informação quando os usuários se desconectam.

A sua maior vantagem é que ele dispensa intermediários. Por exemplo, no caso das moedas digitais, os bitcoins, as transações ocorrem entre os interessados sem que haja a necessidade de terceiros. É justamente isso que faz com que blockchain seja considerado tão disruptivo.

O que é mídia programática?

A mídia programática veio para automatizar a compra de espaços publicitários na internet. Alguns anos atrás, o processo era manual e consumia muito tempo, porque você era obrigado a entrar em contato com cada site em que fosse exibir a sua campanha. Nem é preciso dizer que ela revolucionou a publicidade online, trazendo mais eficiência e inteligência para o processo.

De 2015 para cá, os investimentos nesse mercado começaram a aparecer (e a crescer) no Brasil. Tanto é que, pela primeira vez, eles foram contabilizados na pesquisa “Digital AdSpend 2017” liderada pela IAB Tech (em inglês, Interactive Advertising Bureau). Em 2016, a mídia programática movimentou R$ 1,9 bilhão, o que representa 16,5% do total de digital.

Para se ter uma ideia, nos Estados Unidos, país no qual já está mais consolidada, a previsão é de que ela alcance neste ano 78% das verbas em anúncios de display de acordo com o eMarketer.

Quais as diferenças entre blockchain e mídia programática?

Diferentemente da mídia programática, o blockchain funciona como uma rede central, o que eliminaria a necessidade de uma plataforma de tecnologia para a compra e venda de mídia online. Além disso, ele permitiria o rastreamento de qualquer tipo de informação: monetária, de dados, performance ou histórico de usuários.

Contudo, essa é uma tecnologia recente que ainda terá que passar por modificações até conquistar o seu espaço no marketing digital. Para desvendar as suas aplicações no mercado de publicidade online, o IAB Tech criou um grupo de trabalho para estudar áreas como fraude, mensuração, discrepância nas cobranças, transações financeiras e validação dos anúncios.

Embora a mídia programática esteja enfrentando desafios, como já falamos, é importante lembrar que ela quebrou o paradigma de uma estratégia planejada com base na escolha de canais de comunicação. Nesse novo cenário, o foco passou a ser a audiência que tenha a ver com a sua campanha, aumentando as chances de atingir o público certo na hora mais oportuna.

Obviamente, tudo isso só é possível em razão do enorme volume de dados sobre o comportamento do consumidor disponível na web, afinal, são essas informações que permitem a sua segmentação. No mobile, isso ganha ainda mais força com o recurso da geolocalização.

E qual deles é o mais relevante para seu negócio?

Tanto o blockchain quanto a mídia programática são relevantes para o sucesso do seu negócio. Então, que tal utilizá-los em conjunto? Essa é a ideia da Data & Marketing Association (DMA) em sua parceria com a MetaX, a fim de usar a tecnologia baseada em blockchain para combater a fraude publicitária na web. O objetivo dessa aliança, que foi anunciada em junho, é dar mais transparência para cada um dos processos da cadeia de anúncios digitais.

O AdChain Registry é uma lista descentralizada de sites não fraudulentos e, por meio dela, você consegue ter controle das campanhas pelo rastreamento das impressões em um ambiente criptografado. Segundo o CEO da DMA, Tom Benton, a estimativa é de que as perdas financeiras provocadas por fraudes alcancem US$ 16,4 bilhões em 2017.

No contexto nacional, a IAB Brasil desenvolveu um Guia de Combate à Fraude. Entre as recomendações feitas para os compradores, vale citar:

  • defina suas metas;

  • tenha relações comerciais boas e transparentes;

  • siga o seu dinheiro (em inglês, follow the money);

  • monitore mais de uma métrica;

  • estabeleça o próprio benchmark;

  • conheça e compare as ferramentas disponíveis.

Em relação aos vendedores, as boas práticas para estender a audiência e aumentar o estoque de publicidade são as seguintes:

  • priorize a qualidade em detrimento do preço;

  • procure uma afinidade natural entre conteúdo e audiência;

  • utilize tecnologia para detectar tráfego inválido;

  • conheça os fornecedores e veja onde eles compram tráfego.

Agora você já sabe que blockchain e mídia programática são igualmente úteis para que o seu negócio obtenha bons resultados, certo? Se precisar de ajuda para planejar a compra de anúncios online, entre em contato com uma agência especializada em marketing digital.

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