É comum escutarmos que a informação é o produto mais precioso, ou a arma mais poderosa. E, de fato, isso não é algo do qual se possa duvidar — desde que a informação seja de qualidade. Afinal, ter dados relevantes pode ser crucial nos negócios para que uma empresa cresça com força em meio à competição do mercado. 

E são justamente os dados que movem uma estratégia de inteligência competitiva eficiente, focando no que realmente é útil ter sob controle para tomar decisões e planejar ações com antecipação a fatores alheios importantes.

Ou seja, não se trata apenas de saber, muito menos de saber tudo o que é possível, mas sim de colher o que é realmente útil e fazer um bom e eficaz trabalho com isso. Quer entender melhor como isso funciona? Então continue lendo este post e veja o que é essa ferramenta estratégica e como aplicá-la em uma organização!

O que é inteligência competitiva?

As palavras “inteligência” e “competição” traduzem o que é essa forma de atuação baseada em estratégia e embasamento, para planejamento e atuação empresariais. Em suma, trata-se de um trabalho de extração, organização e análise de informações — de fontes diversas — sobre clientes, concorrentes, mercado, demais fatores externos e outros elementos trazidos por eles.

Como resultado, é possível potencializar as forças de um negócio, trabalhar suas fraquezas, investir em espaços abertos no cenário, adiantar a empresa quanto às tendências de mercado… Na verdade, muitas podem ser as ações com potencial de fazer a organização ser uma competidora mais forte.

Contudo, vale ressaltar que a inteligência competitiva não serve apenas para fortalecer a atuação de uma organização. Ela pode ser também uma ótima ferramenta para dar respostas a gestores na percepção de estagnação ou de outra realidade ruim. 

Isso porque a colheita de informações externas — ainda que relativas e importantes à empresa — pode facilmente revelar, por exemplo, o motivo de ela estar muito atrás da concorrência mesmo oferecendo bom produto ou serviço, ou de não estar mais agradando o mercado e seus possíveis clientes.

Além disso, ainda podemos citar o uso dessa dinâmica para o puro crescimento empresarial, como no caso de um empreendimento médio que planeja se estabelecer entre as grandes marcas de seu segmento.

Afinal, nesse caso, a empresa certamente terá de ser uma competidora muito bem preparada para deixar todo um grupo de porte médio para trás e poder correr junto ao pelotão de elite de igual para igual.

Como obter as informações?

Sabemos que, atualmente, já é muito mais fácil conseguir dados, e também há muito mais informações disponíveis do que antes.

Ainda assim, é preciso ter excelência nos métodos de obtenção de números e fatos e na forma como essa informação extraída é lapidada, para que se torne útil e relevante para os tomadores de decisões assistidos. Por isso, os processos de extração e análise da inteligência competitiva são informatizados, por meio de sistemas analitycs e dashboards inteligentes. 

E, após a implementação — ou até mesmo antes dela — a empresa deve ter uma estratégia bem definida, com diretrizes para a apuração de dados, mensuração e organização em gráficos, números ou outras formas de tradução das informações filtradas em pareceres utilizáveis.

Essa estratégia e seus critérios são fundamentais, porque os resultados dependem muito da qualidade dos relatórios produzidos.

Se, por exemplo, o mais completo mapa de movimentação do mercado for apresentado, porém, com a influência de concorrentes ou público-alvo desinteressantes e irrelevantes ao negócio, uma decisão errada pode ser tomada — o que é pior do que decisão nenhuma.

Como aplicar as informações adquiridas na prática?

Para que deem resultados, tanto os dados quanto as ações e decisões devem estar no planejamento estratégico da empresa, e abrangendo curto e longo prazos. Então, a inteligência competitiva age de forma a aperfeiçoar esse planejamento, tornando-o mais certeiro, direcionado e bem embasado.

Contudo, ainda podemos ir além e extrair disso mais resultados, porque a técnica pode tornar mais potentes outros agentes estratégicos e analíticos de um empreendimento.

Matriz SWOT

A avaliação de forças, fraquezas, ameaças e oportunidades — Strenghs, Weaknesses, Oppotunities and Threats (SWOT) — toca em pontos comuns à inteligência competitiva, mas não são o mesmo tipo de análise.

Na verdade, a matriz SWOT tem foco interno, principalmente no que diz respeito à forças e fraquezas, analisando se o negócio tem bons processos e recursos, e se não possui gargalos, por exemplo.

Então, os dados colhidos do mercado, dos clientes, do cenário econômico-financeiro e dos concorrentes podem ser relacionados com o estudo interno da empresa. Além disso, também é possível utilizar essas informações para ter uma análise externa mais completa e útil, estratégica e operacional.

Por exemplo, após a elaboração da matriz, se a organização identifica que um subproduto vem ganhando espaço no mercado e seus concorrentes estão começando a preenchê-lo, a aplicação da inteligência competitiva fornece relatórios mais poderosos e completos. E o emprego pode ser tanto geral quanto segmentado nos resultados mais influentes para o caso específico.

Business Intelligence

Agora, vamos no caminho contrário. O BI — também um agente estratégico que soma ao planejamento empresarial — faz a mineração e a análise de dados, organizando-os e filtrando-os para fornecer gráficos e pareceres inteligentes e úteis. Ou seja, ele entrega informações de várias fontes para embasar a tomada de decisões de gestores.

Então, unindo as duas ferramentas, a avaliação feita pelo trabalho de inteligência focado em competitividade torna-se ainda mais exata e completa, inclusive com dados que, sozinha, ela talvez não conseguiria colher.

Assim, é possível, por exemplo, relacionar as tendências de mercado percebidas e as análises preditivas que o Business Intelligence produz com seus algoritmos e seu imenso volume de dados.

E, no caso de previsões e tendências de cenário, relacionar essas respostas com as da inteligência competitiva sobre clientes, concorrentes, mercado e demais fatores externos alinha as ações e as estratégias operacionais para uma execução efetiva e potente para os resultados. 

O que muda na gestão empresarial?

Gerir uma empresa com o apoio da inteligência competitiva estabelece a diferença entre agir e reagir. Adiantando-se os fatos e movimentos, acompanhando os concorrentes e prevendo o mercado, é possível agir para ter sucesso ou, no mínimo, reduzir impactos negativos — além de outras possibilidades de atuação certeira.

Já a reação é mais perigosa, e dificilmente soma ao crescimento dos negócios e ao ganho de espaço entre a competição do mercado. Restrita ao resultado das ações, a reação tende a ter sempre menos sucesso depois de algum fato ou mudança importante, que obrigue a cúpula da organização a tomar uma grande e rápida decisão — principalmente se isso exigir recursos financeiros.

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