Em um mundo que produz cada vez mais dados online, aqueles que sabem estruturar, ler e tirar deles novas ideias sai à frente dos concorrentes. E, quando falamos dessa coleção gigante e complexa de dados impossível de gerenciar com as ferramentas tradicionais, estamos nos referindo ao Big Data.

Não há como negar que o Big Data tem sido de grande auxílio para mudar as estratégias de marketing dentro das redes. E a tendência é que ele se torne ainda mais importante nos próximos anos.

Um bom exemplo disso diz respeito às redes sociais, como Pinterest, Twitter, YouTube e Facebook, que estão aumentando o número de informações armazenadas a cada dia, em forma de posts, microposts e vídeos. Contudo, o Big Data não se resume apenas a essas plataformas.

Na verdade, podemos considerá-lo como a reunião de todas as informações que possam ser coletadas e estruturadas sobre um determinado assunto. Mas, diante desse mundo de informações e dados, como reconhecer quais são os mais relevantes?

Quer descobrir como o Big Data tem transformado o marketing digital e como você pode usá-los efetivamente? Então continue lendo este texto e entenda tudo sobre Big Data e marketing digital!

Os cinco Vs do Big Data

Uma das primeiras definições de Big Data é a de Doug Laney, no começo dos anos 2000. Segundo ele, o Big Data tem como base os 5 Vs: volume, velocidade, variedade, variabilidade e vínculo.

1. Volume

A cada dia, é produzida uma quantidade gigantesca de novas informações online — o que, obviamente, influencia no armazenamento e análise desses dados. Por isso, inclusive, são necessárias ferramentas próprias para realizar essa análise do Big Data.

2. Velocidade 

Hoje, trabalhamos com transferência de dados em velocidades muito altas. E não se trata apenas da velocidade da sua internet, mas sim de como esses dados são atualizados e expandidos rapidamente por toda a rede.

3. Variedade

E esses dados podem ser muito diferentes entre si, desde planilhas até vídeos e imagens. Por causa dessas variações, é preciso saber como trabalhar e analisar cada tipo de informação.

4. Variabilidade

Para entender o Big Data, você também precisa saber que esses dados — além de rápidos e variáveis — mudam constantemente e não estão necessariamente prontos. As mídias sociais são um ótimo exemplo disso: as informações de um post, por exemplo, podem mudar constantemente.

5. Vínculo

Por fim, para trabalhar com o Big Data você deve pensar em como conectar e correlacionar todos esses dados, criando ligações e hierarquias para eles. Ou seja, é preciso saber como estabelecer vínculos.

Agora, sabendo quais são os fundamentos do Big Data, fica mais fácil entender como ele está mudando o marketing digital.

O Big Data na compreensão de dados não estruturados

Se você toma decisões de negócio baseadas em uma ampla análise de dados, elas têm mais chances de darem certo. E o Big Data te ajuda nesse processo.

De todos os dados disponíveis na internet, estima-se que 80% estejam desestruturados, ou seja, sem estarem dispostos de forma que possam ser analisados. Isso acontece porque eles provêm, em geral, de posts, vídeos e imagens que são compartilhadas nas redes sociais.

Já imaginou se você conseguisse ter acesso a esses dados de forma estruturada, podendo mensurar as opiniões das pessoas por meio dessas informações? Pois o Big Data te ajuda justamente a entender esses dados, te dando uma grande vantagem na competição com outras empresas.

As mensagens personalizadas e individualizadas

Sabemos que as personas são fundamentais dentro da sua estratégia de marketing, mas elas também possuem suas limitações.

Presumir que grupos de consumidores com dados demográficos similares — como idade, localização e estado civil — terão comportamentos similares pode ser válido até certo ponto. Mas a verdade é que nem todos os clientes que estão na mesma categoria possuem comportamentos semelhantes.

Nesse sentido, uma das principais características do Big Data é nos permitir focar em comportamentos individuais, possibilitando um marketing one to one.

Conseguindo analisar essas informações, é possível criar campanhas cada vez mais direcionadas. Afinal, ao analisar as tendências no seu mercado, é possível criar um conteúdo personalizado.

Dessa forma, as pessoas vão se sentir mais contempladas pelas suas mensagens, e ainda será possível que você consiga melhores resultados de vendas. Aliás, com o Big Data conseguimos classificar grupos de acordo com comportamentos semelhantes.

Além disso, muito do marketing personalizado atualmente é feito por meio do remarketing, mas, com o uso do Big Data, você ainda pode ir além dele.

A identificação de comportamentos futuros

Normalmente, tentamos prever o comportamento dos consumidores por meio de certas informações, como sites visitados, cliques e downloads. Contudo, nem sempre isso nos dá um panorama suficiente para fazer previsões acertadas.

Coletando dados de um grande número de fontes — especialmente de redes sociais — nos ajuda a descobrir padrões e melhorar as nossas previsões de comportamento de compras.

A reunião entre Big Data e marketing digital

Antes de implementar o Big Data, é preciso ainda entender o que você pode tirar dele e como você vai fazer isso. Ao analisar, você precisa pegar todas essas fontes de dados e criar as hierarquias, relações e inferências entre essas informações.

Assim, você consegue encontrar métricas que sejam relevantes para o seu nicho e usá-las para tomar decisões mais fundamentadas, concebendo novas estratégias. Por meio das análises, você também consegue perceber quais ações da concorrência se saíram bem, e quais não foram tão bem-sucedidas.

Então, para usar essas informações, é preciso utilizar plataformas de Big Data que estão cada vez com custo mais baixo, ou até mesmo gratuitas.

As plataformas para trazer insights ao marketing digital

Para que o Big Data servisse, de fato, como uma fonte de insights, e não apenas um grande apanhado de dados, foi necessário pensar em formas de análise que ajudassem as empresas a encontrar ideias inovadoras no meio de tantas informações.

Nesse sentido, plataformas como Apache Hadoop — que oferece um armazenamento em nuvem a baixo custo e download gratuito — oferecem a possibilidade de armazenar e, posteriormente, analisar esses dados. Além dessa, há também a Amazon Web, a Windows Azure e o Google Big Query.

Ainda assim, vale ressaltar que todos esses dados, por si só, não conseguem prever comportamentos. É preciso, acima de tudo, que pessoas criativas e intuitivas gerem ideias a partir deles.

Enfim, sabemos que o uso combinado de Big Data e marketing digital ainda está no começo. Então, essa é uma ótima hora para investir e experimentar. Afinal, quem conseguir efetivar ações digitais a partir deles sairá na frente da concorrência, e se tornará referência dentro do mercado!

E aí, gostou? Entendeu como usar Big Data e marketing digital na sua empresa? Então, aproveite para compartilhar este post nas suas redes sócias para que seus colegas também aprendam a utilizá-lo!