A segurança digital é um investimento que faz parte da rotina de TI de várias empresas. Ela garante que a organização terá capacidade de proteger informações de terceiros, evitar ataques e manter os seus sistemas confiáveis. Assim, será possível garantir a confiabilidade de clientes e parceiros comerciais em um nível elevado.

Nesse sentido, a segurança no e-commerce é um fator de destaque, uma vez que esse setor lida com um grande número de informações de terceiros diariamente. Garantir que os clientes possam fazer compras em um ambiente confiável é algo básico que, a longo prazo, terá um grande impacto na capacidade da empresa realizar negócios.

Se você quer saber mais sobre o tema e como garantir a segurança no e-commerce da sua empresa, veja o nosso post de hoje!

Qual a importância de investir em segurança no e-commerce?

O setor de e-commerce está entre os que mais sofrem ataques virtuais anualmente. Por lidar diretamente com o comércio de produtos, transações financeiras e dados bancários, os sistemas de vendas online são um alvo lucrativo para criminosos virtuais. Justamente por isso, quem atua na área deve ter uma política de segurança da informação sólida, capaz de impedir que as principais técnicas de ataque afetem a confiabilidade da empresa.

Empresas que atuam com vendas pela internet devem ver o investimento em segurança digital como um dos pilares do seu negócio. Sem um bom conjunto de práticas de segurança, a empresa pode expor dados de terceiros a hackers, gerando prejuízos diversos.

Nesse sentido, a capacidade da empresa manter a sua infraestrutura protegida contra ataques vai afetar diretamente a confiabilidade que pessoas possuem ao acessar os seus serviços online e, consequentemente, os seus índices de venda.

 

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Quais são os principais riscos corridos por uma loja online?

Um sistema de e-commerce pode ser atingido por meio de várias técnicas de invasão. Entre as principais, podemos destacar:

DDoS

Sigla para Distributed Denial of Service, o DDoS é um dos piores ataques direcionados que uma página web pode ter. Ele consiste no uso de vários dispositivos conectados à web para o envio de requisições de acesso a um único IP. Com a sobrecarga de servidores, o serviço web ou site tende a cair ou ter a sua velocidade de acesso reduzida drasticamente.

Em geral, os ataques DDoS utilizam botnets (redes com várias máquinas infectadas com um trojan, como o Marai) para aumentar por minutos, horas ou mesmo dias o tráfego de um único servidor. E por utilizar uma grande quantidade de máquinas (que não necessariamente estão localizadas no mesmo país), a capacidade da vítima reagir a esse tipo de ataque torna-se muito reduzida.

Ao diminuir ou limitar totalmente a capacidade de visitantes legítimos acessarem uma página de e-commerce, o ataque DDoS pode causar grandes prejuízos para empresas do ramo. A capacidade de vender produtos será reduzida enquanto o ataque durar. Além disso, a confiabilidade de consumidores também cairá, podendo afetar possíveis receitas futuras.

SQL Injection

Ao contrário do ataque DDoS, o SQL Injection não afeta a capacidade da empresa manter os seus serviços de venda disponíveis. Pelo contrário: esse tipo de ameaça digital se beneficia da capacidade de empresas manterem os seus sistemas de vendas com uma alta taxa de disponibilidade.

O SQL injection é uma técnica de ataque direcionada para sistemas de banco de dados. Ela utilizará a inserção de códigos maliciosos (por meio de scripts ou diretamente) em formulários de contato, pesquisa e outras áreas de interação para tentar encontrar falhas e vulnerabilidades de segurança no código fonte de um site. Caso o hacker obtenha sucesso, ele terá acesso aos dados internos do negócio, como informações de clientes e o registro de venda de produtos.

Um site de e-commerce que é vítima desse tipo de ataque pode enfrentar graves problemas de confiabilidade a médio e longo prazo. Por ser incapaz de garantir que os dados de clientes estarão bem protegidos, a empresa pode perder vendas e parcerias comerciais. Além disso, a exposição de informações privadas pode levar até mesmo a problemas judiciais.

CSRF

Sigla para Cross Site Request Forgery, o CSRF é uma técnica de ataque onde comandos são transmitidos para servidores a partir de um usuário conhecido. Ao contrário do cross site scripting, essa técnica utiliza uma conta de usuário que é reconhecida por um sistema web como confiável para executar comandos diversos. Ela pode incluir, mas não se limitar, a transferências financeiras, envio de informações privadas para outros locais ou comprometer toda a segurança da plataforma de vendas da empresa.

Por já utilizar uma conta autenticada, o CSRF é um dos ataques mais difíceis de serem detectados. Em alguns casos, o hacker pode armazenar o algoritmo utilizado no ataque dentro do servidor. Isso permitirá a expansão do ataque para novas vítimas e, consequentemente, causará prejuízos maiores.

Eavesdropping

O ataque do tipo eavesdropping (também chamado de sniffing ou snooping) normalmente ocorre quando uma pessoa captura pacotes de dados trocados entre dois computadores. Isso é feito em redes de acesso comprometidas e/ou de baixa segurança (como redes WiFi públicas) ou por meio do controle de equipamentos de acesso, como roteadores. Dessa forma, uma pessoa consegue capturar informações como senhas de usuário, números de cartões de crédito e o CPF da vítima.

Invasões dos servidores

A invasão de servidores é um problema que pode atingir qualquer empresa que possui sistemas digitais disponíveis para acesso web. Em geral, quem busca realizar esse tipo de ataque pode utilizar técnicas como a SQL Injection (nesse caso, direcionada para a captura de dados de terceiros), engenharia social ou o rastreamento de vulnerabilidades de acordo com dados públicos sobre os servidores utilizados pelo negócio.

Sendo bem-sucedida, a invasão de um servidor pode causar vários prejuízos para um site de vendas. Quanto mais desprotegida for a empresa, maior o controle que o invasor terá sobre os sistemas internos do negócio.

Informações de clientes e registros de vendas podem ser capturadas. Já os IPs de acesso podem ser modificados para levar o cliente a acessar páginas de phishing que simulam o site real. Além disso, a empresa corre o risco de ter a sua imagem no mercado prejudicada ao mesmo tempo que precisará lidar com a necessidade de restaurar sistemas e dados cruciais para o funcionamento do negócio.

Cross-site Scripting ou XSS

Também chamado de XSS, o cross-site scripting é uma técnica de ataque onde uma pessoa insere códigos maliciosos em uma página web confiável. Consequentemente, todo visitante que acessar uma página infectada, corre o risco de ser atingido por malwares ou scripts que capturam dados privados. Como o computador do usuário não consegue identificar que a fonte de envio dos dados teve a sua segurança comprometida, o script malicioso é executado normalmente.

CMS comprometido

O CMS (Content Management System) é o sistema de gerenciamento de conteúdo responsável por manter funcionando plugins, ferramentas de verificação de dados e outras soluções utilizadas em sites. Ele é crucial para que qualquer pessoa consiga publicar conteúdos em uma página web, modificar o código fonte de um serviço com facilidade ou mesmo otimizar o desempenho de um site. Diante disso, o comprometimento da sua segurança pode levar a grandes prejuízos.

Em geral, quem busca comprometer um CMS explora bugs conhecidos e sites que não atualizam os seus sistemas com rapidez. Assim, rastreando vulnerabilidades de segurança é possível obter o acesso em nível administrativo ao CMS de um site com facilidade e, em alguns casos, até mesmo outros sistemas e bancos de dados relacionados à página web. Como consequência, a empresa pode expor dados de terceiros ou perder informações importantes.

O comprometimento do CMS também pode ser utilizado para a instalação de um backdoor. Ele servirá como uma porta de entrada para outras ameaças, que incluem, mas não se limitam a possibilidade de execução de scripts para captura de dados e distribuição de malwares para as máquinas de visitantes.

Data ransomware

O ransomware é um dos malwares mais poderosos que surgiram nos últimos anos. Ele tem ganhado destaque entre profissionais de segurança digital, não pela sua presença em computadores que, no geral, é baixa (se levarmos em consideração outros malwares). O que torna o ransomware um risco em potencial é o impacto que ele pode causar em sistemas comprometidos em um curto período de tempo.

Ataques do tipo ransomware costumam utilizar técnicas de engenharia social ou vulnerabilidades que não tenham sido corrigidas para obter acesso aos sistemas internos de uma empresa ou página web.

Uma vez que a invasão tenha sido feita com sucesso, o malware vai criptografar todas as informações que forem encontradas (ou, em alguns casos, apenas arquivos com extensões fundamentais para o funcionamento do negócio). Assim, é possível impedir o acesso do usuário a dados ou mesmo sistemas de uso interno.

Para recuperar os dados e restaurar o funcionamento de páginas e serviços web, a empresa pode adotar duas estratégias. Uma é o pagamento do resgate exigido pelo hacker que infectou o servidor. A outra é tentar quebrar a criptografia manualmente, algo que, em alguns casos, pode levar longos meses.

Por utilizar um script de fácil propagação e capaz de causar grandes estragos, o ransomware tem ganhado destaque entre especialistas de TI. Durante o mês de novembro do ano passado, por exemplo, o sistema de trens elétricos de São Francisco precisou liberar o acesso à sua infraestrutura após um ataque criptografar os terminais de compra e venda de passagem.

O ataque atingiu um quarto dos dispositivos do sistema de transporte público, mas foi o bastante para afetar todo o serviço de transporte público da cidade.

Quais podem ser as consequências da falta de segurança?

A ausência de uma política de segurança digital pode causar grandes problemas para um site de e-commerce. Clientes deixarão de confiar no serviço, vendas podem cair e, a longo prazo, a lucratividade do negócio pode ser prejudicada. Nesse sentido, podemos citar como principais problemas da ausência de uma segurança sólida no e-commerce:

Falta de credibilidade do site

Nos seus primeiros anos, os sites de vendas online enfrentaram grandes problemas para ganhar a confiança do seu público-alvo. Muitas pessoas temiam que, ao inserir dados de cartão de crédito, CPF e outros documentos em serviços online, elas poderiam ser vítimas de fraudes e terem as suas informações privadas expostas para terceiros. Diante disso, manter uma página de e-commerce protegida é crucial para garantir a credibilidade da página.

 

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Perda da confiança do consumidor

Por lidar com transações financeiras e dados privados de alto valor, é crucial que o e-commerce tenha a confiança de seus consumidores. Sem um histórico de bom tratamento de dados privados e a ausência de uma política de segurança digital eficaz, a empresa pode ter dificuldades para convencer os seus visitantes a comprarem produtos em suas plataformas online. Portanto, o investimento em ferramentas de segurança é crucial para que o negócio consiga garantir a proteção de seus usuários.

Diminuição nas vendas

Sites com históricos de ataques virtuais tendem a ter uma dificuldade significativamente maior para vender os seus produtos e serviços online. Diante da queda de confiabilidade do consumidor e da ausência de credibilidade, as vendas podem cair gradativamente, seja pela falta de capacidade das estratégias de vendas de converterem possíveis compradores ou por feedbacks negativos dados por usuários em redes sociais e blogs.

Risco de expor dados de terceiros ao ter os sistemas invadidos

Um dos maiores problemas que páginas de vendas podem enfrentar é a possibilidade de seus sistemas serem invadidos por terceiros. Esse processo pode levar à exposição de dados de clientes e parceiros comerciais.

Caso isso seja feito, a empresa terá que lidar com uma série de medidas. Em alguns casos, clientes podem entrar na justiça em busca de indenizações causadas pelo uso das suas informações em outras páginas. Além disso, o negócio terá que direcionar uma boa parte do seu fluxo de trabalho para tomar medidas de recuperação de informações e gerenciar o impacto causado pela exposição de registros com dados de terceiros.

Como deixar o e-commerce mais seguro?

Para garantir que um e-commerce tenha um nível de segurança elevado, diversas estratégias podem ser adotadas. Elas reforçam a capacidade da página resistir a ataques, ampliam a confiabilidade do serviço e podem melhorar a lucratividade do negócio a médio e longo prazo. Nesse sentido, podemos destacar como principais estratégias para melhorar a segurança do e-commerce:

Análise de risco

A análise de risco é o passo base para garantir que a empresa possa desenvolver uma política de segurança de dados e privacidade robusta. Esse processo é utilizado para que a empresa consiga compreender os seus principais pontos de vulnerabilidade, os sistemas que seriam mais afetados por um ataque virtual e como a estratégia de segurança digital e privacidade consegue proteger os usuários da plataforma de e-commerce do negócio.

Assim, medidas de otimização podem ser adotadas, reduzindo o dano causado por vários problemas e melhorando a eficiência das estratégias de TI do negócio.

Estrutura do e-commerce

A estrutura de todo o e-commerce deve ser avaliada constantemente para prevenir o sucesso das principais técnicas de ataque virtual existentes. Os sistemas de banco de dados, por exemplo, devem ter a sua implementação revista. Assim, o gestor de TI responsável pela manutenção da página pode garantir que o sistema conseguirá evitar o sucesso da maioria dos comandos utilizados em ataques de SQL Injection.

Todas as configurações precisam ser revistas para garantir que a segurança do usuário ao efetuar uma compra seja a mais alta possível. Protocolos de segurança, por exemplo, podem ser adotados, criptografando todas as trocas de dados realizadas. Além disso, por meio de certificados de segurança, a empresa consegue garantir que os seus usuários estão acessando uma página que utiliza as melhores práticas de gestão de dados do mercado.

Monitoramento

O monitoramento de recursos é crucial para que a empresa consiga avaliar, em tempo real, o estado da sua infraestrutura web. Esse é um investimento estratégico, que aumenta a capacidade do negócio responder com agilidade a ataques e, ao mesmo tempo, reduz o impacto causado por falhas.

Sistemas de monitoramento como o firewall, por exemplo, avaliam dinamicamente todas as conexões utilizadas. Dessa forma, tentativas de acesso inseguras ou com um potencial de serem maliciosas são bloqueadas com precisão.

Por outro lado, a empresa pode utilizar ferramentas de monitoramento de número de acessos. Elas auxiliam a compreensão da origem dos visitantes, melhoram o direcionamento das políticas de venda e, acima de tudo, tornam a identificação de ataques DDoS mais rápida. Junto com outros sistemas, essa solução de TI permite que a empresa consiga reduzir o impacto desse ataque com mais precisão.

Uso de softwares de segurança

Ferramentas de segurança digital tornaram-se cruciais para o sucesso de qualquer estratégia comercial baseada no uso de ferramentas de TI (incluindo páginas web). Elas impedem o acesso não autorizado a dados, tornam a gestão de conteúdos mais precisa e melhoram o rastreamento de falhas e vulnerabilidades de segurança.

Além disso, esse tipo de solução pode bloquear possíveis contas comprometidas ou tentativas de ataque, diminuindo as chances de um site de e-commerce expor dados de terceiros.

Criptografia

A criptografia de dados é crucial para que comunicações possam ser realizadas em tempo real sem que terceiros consigam interceptar os pacotes de dados. Isso será feito por meio de protocolos de segurança, que criam conexões criptografadas entre o computador do usuário e o servidor da página de vendas online.

Além disso, no ambiente do e-commerce, ela pode ser implementada para que bancos de dados e outros sistemas de armazenamento fiquem protegidos contra diversas técnicas de ataque virtual

Backup de dados

Por mais robusta e abrangente que seja uma política de TI, ela ainda pode apresentar falhas e levar à perda de dados comerciais. Nesse momento, a política de backup entra em ação, garantindo que a empresa consiga recuperar as suas informações e sistemas mais importantes com agilidade e segurança.

Diante disso, toda companhia que lida com um grande número de informações em meios digitais deve adotar essa estratégia, reduzindo a chance de dados de terceiros serem permanentemente deletados.

A política de backup deve ser abrangente e dar prioridade para as informações mais importantes do negócio. Por meio de um processo regular, técnicos e analistas farão a cópia de dados para mídias externas, ambientes de cloud computing e outros locais onde arquivos possam ser salvos em segurança.

Assim, caso algum problema ocorra, a empresa conseguirá recuperar as suas ferramentas, páginas web e bancos de dados rapidamente, diminuindo o impacto de problemas no fluxo de trabalho do negócio.

Como manter a segurança do e-commerce em um padrão de excelência?

Ao longo dos últimos anos, o investimento em segurança digital tornou-se um fator estratégico para vários empreendimentos. O número de técnicas de ataque virtual, assim como o seu grau de complexidade aumenta a cada dia, criando novos desafios para negócios que buscam na tecnologia uma forma de gerar novos fluxos de receitas e entrar em contato com novos mercados.

Nesse sentido, a segurança digital é crucial para o e-commerce, um setor que tem na sua capacidade de manter dados de terceiros protegidos uma das bases de seu potencial de crescimento.

Deixar de se proteger contra as principais ameaças do mercado é uma falha grave, que coloca em risco a credibilidade do negócio e as estratégias de venda online. Informações de terceiros podem ser expostas, gerando prejuízos financeiros e até processos judiciais.

 

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Diante disso, empresas que atuam com vendas online devem estar preparadas não só para identificar possíveis ameaças em seu ambiente virtual, mas também para desenvolver uma política de segurança digital e privacidade eficaz.

Assim, medidas como o uso de protocolos de segurança, backup de dados e criação de rotinas de controle de acesso podem ser adotadas como parte das estratégias de gestão do e-commerce.

Elas reduzem as chances de terceiros obterem acesso não autorizado aos dados do negócio e, com isso, expor a empresa. Como consequência, o e-commerce do empreendimento terá uma capacidade mais ampla de converter possíveis vendas em lucros financeiros.

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