Ter uma loja bem estruturada não é suficiente para ter sucesso. É importante investir na divulgação do negócio e encontrar formas de diferenciar a operação. Diante disso, os gestores estão prestando cada vez mais atenção ao storytelling no e-commerce.

Apesar das dificuldades econômicas que o Brasil vem enfrentando, o setor continua em expansão no país. A previsão é de que o crescimento em 2018 chegue a quase 10%. É uma ótima notícia, mas também significa aumento da concorrência para os players do segmento.

Quer aprender como o storytelling funciona na prática? Então este artigo foi feito para você! Continue lendo e conheça as vantagens dessa ferramenta para as empresas de comércio eletrônico.

O que é storytelling?

O storytelling faz parte da nossa vida. Afinal, é difícil encontrar alguém que não aprecie boas histórias e que não saiba reconhecer os elementos que compõem uma narrativa de sucesso.

No ambiente corporativo, o que muda é a intenção. Quando as empresas se propõem a criar histórias, precisam estabelecer previamente quais são seus objetivos. Isso significa que a narrativa deve levar em conta o público-alvo e, principalmente, a reação que se espera dele em relação àquela história.

O crescimento do uso do storytelling está associado à sua eficácia para valorizar o brand experience. É cada vez mais difícil diferenciar os produtos apenas por seus atributos físicos, então o e-commerce precisa ser mais criativo para estabelecer a almejada conexão emocional com seus públicos de interesse.

Quais as principais características?

Se storytelling é a arte de contar boas histórias, para ser bem-sucedido é preciso investir em recursos que cativem o público. No caso das marcas, o primeiro passo é definir quem será impactado pela narrativa.

Assim como na literatura, no cinema ou na televisão, o sucesso depende muito da empatia. Quanto mais o público se identificar, mais irá se envolver com o enredo.

Nesse sentido, para a aplicação dessa ferramenta no e-commerce é fundamental encontrar os pontos-chave da história da marca. Uma boa narrativa precisa de personagens cativantes, ambientação adequada e, principalmente, de um enredo capaz de envolver a audiência. O grande desafio para as marcas é agrupar todos esses elementos.

Para usar o storytelling, o mais importante é entender a essência e os valores que devem ser enfatizados. Procure refletir:

  • Qual é a história que existe por trás da empresa?
  • Em que condições ela surgiu?
  • Que personagens são importantes para a empresa?
  • Qual é a sua função?

Há técnicas específicas para encontrar os gatilhos emocionais do público, mas cuidado para não fugir das propostas iniciais do negócio. Afinal de contas, não faz sentido a empresa se apropriar de valores que não fazem parte da sua cultura organizacional.

Por que investir em storytelling no e-commerce?

1. Aproximar-se do consumidor

A aproximação com o consumidor é uma das vantagens obtidas a partir do uso do storytelling no e-commerce. E faz sentido que as marcas consigam mudar a forma como se relacionam com o público, uma vez que esse tipo de estratégia favorece a identificação dos valores que estão por trás do negócio.

O que vai prevalecer é justamente a questão da empatia, que extrapola a relação comercial. Ao entender melhor a origem daquela marca, como ela atua e no que ela acredita, o consumidor (que se identifica com aquela proposta) passa a entender que a empresa defende os mesmos valores que ele.

2. Diferenciar-se da concorrência

Ao estabelecer outro tipo de conexão com o público, a empresa vence um dos principais desafios do cenário atual: consegue diferenciar-se da concorrência, vencendo a barreira da saturação.

Independentemente do setor, é cada dia mais difícil manter diferenciais competitivos com base apenas nos aspectos funcionais. As inovações tecnológicas são copiadas rapidamente, portanto, exclusividade é um atributo difícil de ser mantido.

O que resta às empresas é proporcionar novas experiências aos clientes. Nesse sentido, o storytelling é um grande aliado, pois ajuda a materializar as premissas adotadas pela empresa no dia a dia.

 

3. Agregar valor ao negócio

É fundamental se aproximar do consumidor e criar uma identidade única para a marca, mas tudo isso pode ser insuficiente caso a empresa não consiga tornar a marca mais relevante para o consumidor.

O storytelling tem sido bastante útil para esse propósito, na medida em que consegue agregar novos valores aos produtos e serviços — justificando até uma estratégia diferenciada em termos de precificação.

A marca de sucos Do Bem, por exemplo, tem explorado essa ferramenta. Em um mercado comoditizado, a empresa chegou com uma proposta baseada no storytelling de uma marca com apelo mais natural e, com isso, tem conseguido se manter afastada da concorrência.

O posicionamento dos produtos tem a ver com os ingredientes utilizados. No entanto, o apelo poderia passar despercebido do público se não houvesse a preocupação em contar a história que existe por trás da marca.

4. Fortalecer a conexão emocional com o público

Nesse caso, mais do que a aproximação da marca com o consumidor final, o que se busca é a conexão com causas que despertem o interesse dos clientes. Mesmo não sendo fácil trabalhar nessa linha, uma vez que exige muita atenção com os assuntos que podem ser abordados, o resultado é compensador.

O desafio ao se optar por esse tipo de estratégia é trabalhar a questão do alinhamento. Não funciona se a marca não expressar os propósitos presentes na comunicação em todas as suas iniciativas.

Por outro lado, se a associação for verdadeira, a empresa só tem a ganhar. O nível de retenção da mensagem, por exemplo, costuma ser bem mais alto — até por que esse tipo de comunicação aciona outras dimensões da vida do consumidor.

Uma forma de o e-commerce usar esse tipo de estratégia é promover doações para determinadas causas, convidando o consumidor a participar do processo.

O uso do storytelling no e-commerce não deve ficar restrito à maneira como a empresa vai se apresentar na sua home page ou ao vídeo institucional criado para contar a história da marca. Tenha em mente que o principal é encontrar formas de conectar-se emocionalmente com o público.

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