O ambiente digital carrega diversas oportunidades para os empreendedores. Com a utilização da internet é possível oferecer as soluções para um grande público, com baixo investimento necessário.

Porém, para tornar as estratégias mais eficientes, é imprescindível entender e aplicar dois conceitos: público-alvo e buyer persona.

No post de hoje vamos mostrar as diferenças entre essas duas definições e como você deve utilizá-las para melhorar a eficiência das suas estratégias. Boa leitura!

O que é público-alvo?

A definição do público-alvo de um negócio representa os possíveis interessados nas soluções apresentadas. Ou seja, quem pode vir a ser um cliente da marca.

Imagine que você está criando um negócio regional, como um restaurante. Os potenciais clientes daquele estabelecimento serão as pessoas que moram ou visitam a região. Por isso, não faria sentido criar campanhas de marketing com o alcance global, não é mesmo?

Para esse negócio, podemos criar, como exemplo, o seguinte público-alvo: homens e mulheres com idade entre 30 e 40 anos, frequentadores da cidade de São Paulo e que gostam de comida italiana.

Então, com essa definição já é possível traçar alguns pontos nas estratégias de marketing e vendas. Por exemplo, se o público-alvo tem a faixa etária entre 30 e 40 anos, a linguagem utilizada é bem diferente da que poderia ser usada se o público fosse adolescente.

O próprio design do ambiente e do cardápio devem ser direcionados ao público, criando uma atração maior e uma melhor experiência de compra.

Entretanto, se você deseja apresentar uma solução para o mercado, que possa ser utilizada por qualquer pessoa, em qualquer lugar do mundo, seu público-alvo será bem maior e as ações de divulgação e oferta deverão alcançar todas essas pessoas.

Com isso, entende-se que o público-alvo corresponde aos possíveis interessados nos produtos ou serviços oferecidos pela empresa. Ele é conhecido a partir de observação de mercado e deve servir para direcionar os esforços de marketing e vendas.

O que é buyer persona?

A definição de buyer persona é mais específica que a de público-alvo. A persona entra em detalhes de comportamento, características pessoais e profissionais, desejos, objetivos e necessidades. Ela é a personificação do seu cliente ideal, obtida através de pesquisas com o público-alvo.

Como exemplo, podemos criar a seguinte buyer persona: Manoel, 35 anos, gerente de marketing de uma grande empresa. Casado e pai de 2 filhos. Gosta de sair para almoçar nos fins de semana, principalmente em restaurantes de culinária italiana. É exigente quanto a qualidade dos pratos e sempre pede algo novo para experimentar. Deseja passar mais tempo com os filhos em momentos agradáveis. 

Esse exemplo mostra o que seria um cliente ideal do restaurante. É importante dizer que essa definição não é uma simples suposição. Ela foi obtida a partir de uma análise profunda sobre o comportamento dos potenciais consumidores da marca, na busca de um padrão.

Com a utilização da buyer persona as estratégias são mais específicas e objetivas, pois é mais fácil criar ações para uma só pessoa do que para um grupo extenso, heterogêneo.

Então, resumindo o conceito de buyer persona, podemos dizer que ela é a personificação do seu cliente ideal, reunindo informações pessoais e profissionais, desejos e necessidades.

Então, qual é a diferença entre público-alvo e buyer persona?

Você viu quais são as definições dos conceitos, mas qual ou quais são as diferenças entre público-alvo e buyer persona? Vamos levantar alguns pontos.

Público-alvo:

  • possui uma definição ampla;
  • são os possíveis interessados nas soluções apresentadas;
  • determina um grupo grande de pessoas, com características diferentes;
  • é obtido através de uma observação do mercado;
  • não avalia dados de comportamento;
  • permite a criação de estratégias mais eficientes.

Buyer persona:

  • possui uma definição específica;
  • determina quem é o cliente ideal da marca;
  • trata de um personagem semi-fictício;
  • é obtido através de pesquisa aprofundada sobre o público-alvo;
  • relaciona comportamento, gostos, características pessoais e profissionais, objetivos e necessidades;
  • permite a criação de estratégias mais eficientes.

Com isso, podemos ver que as diferenças entre público-alvo e buyer persona são grandes. Buyer persona é como se fosse um zoom do seu público-alvo, identificando o seu cliente ideal.

Porém, um ponto está em comum nos dois conceitos: ambos possibilitam a criação de estratégias mais eficientes. Então, para saber qual das duas definições será mais útil ao seu negócio, é preciso analisar o seu empreendimento, de acordo com seu objetivo. Vamos ver isso de forma mais aprofundada no próximo tópico. Acompanhe!

Qual utilizar? Público-alvo ou buyer persona?

Agora que você já sabe a diferença entre os dois, pode estar se perguntando qual é o melhor a ser utilizado no seu negócio, não é mesmo? A resposta para isso é: depende! Calma, vamos explicar.

A definição de público-alvo é fundamental para qualquer negócio, até porque a persona se faz com uma pesquisa no seu público-alvo, ou seja, você terá que defini-lo primeiro.

O público-alvo ajuda bastante se o seu negócio tem grupos de interessados com diferentes perfis. Se você vai oferecer uma solução para um grande público, sem limitação regional ou de características, seria praticamente impossível encontrar um padrão e, com isso, criar somente uma persona.

Nesse caso, poderiam ser criados mais de um personagem, mas não é muito interessante trabalhar com várias personas simultaneamente. O ideal é que esse número não passe de três. Por isso, se o seu público for muito grande, trabalhar com personas pode se tornar bem complexo.

Porém, se o seu negócio tem o objetivo de propor soluções para um grupo menor, com definições claras, vale mais a pena trabalhar com buyer persona. Isso porque ela carrega informações mais específicas que ajudam a melhorar a eficiência do plano de ação.

Então, para definir qual é o melhor modelo para se trabalhar, entre o público-alvo e buyer persona, é necessário avaliar o objetivo e alcance do seu negócio. Tenha clareza que ambos os conceitos trazem benefícios para as ações, tornando-as mais eficientes, atraindo mais clientes e aumentando o retorno e reduzindo o custo necessário.

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